• Robson Martins

5 dúvidas comuns de gestão financeira da pequena e média empresa

Atualizado: Jul 1

Existem algumas dúvidas de gestão financeira da pequena e média empresa bem comuns entre os empreendedores iniciantes.


Isso ocorre, sobretudo, porque finanças não é um assunto ensinado na maioria das faculdades, muito menos no ambiente escolar, então, quem abre um negócio fica perdido na maioria das vezes.


Nesse artigo, buscamos esclarecer as dúvidas mais comuns sobre gestão financeira da pequena e média empresa, sendo elas:

  1. Como separar os gastos pessoais das finanças da empresa?

  2. Empresa no início. Como fazer o planejamento financeiro?

  3. Como precificar meu produto da forma certa?

  4. Por que não sobra dinheiro se as vendas vão bem?

  5. É melhor aumentar no caixa ou no lucro?

Continue lendo para conferir!


1 - Como separar os gastos pessoais das finanças da empresa?


Que misturar as finanças pessoais e da empresa é um erro de gestão financeira grande, isso, provavelmente, você já sabe. Mas como separar de maneira prática?


Primeiramente, você deve separar as contas bancárias, abrindo uma conta de pessoa física e jurídica.


Em seguida, determine um valor de pró-labore para você conforme a base salarial das suas funções dentro da empresa. O pró-labore é como se fosse um salário o qual você se paga, então, você precisa definir também uma data de pagamento.


Assim, todo dinheiro que entrar na empresa irá para conta jurídica e quando chegar o dia definido para o recebimento do pró-labore, você irá transferir apenas aquele valor para sua conta de pessoa física.


Por exemplo, se sua empresa faturou R$10.000 em um mês e o seu pró-labore é de R$3.000, será R$3.000 o valor o qual você irá transferir para sua conta, os outros R$7.000 ficarão de caixa na empresa.


Essa parte é essencial para você conseguir ter uma visão clara dos custos do seu negócio, bem como organizar a sua vida financeira pessoal.


Posteriormente, com a devida organização, você pode incluir a retirada de lucros de forma periódica também.


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2 - Empresa no início. Como fazer o planejamento financeiro?

Como o planejamento financeiro é feito com base no seu histórico de receitas anteriores geralmente, fazer isso é um pouco mais complicado para uma empresa que está começando agora.


Contudo, não é impossível.


Primeiro, comece anotando todos seus gastos com o negócio no início e estabeleça uma meta de faturamento.


Você ainda pode se basear em dados do mercado a cerca do nicho de atuação da sua empresa para definir um plano.


Assim, conforme você for adquirindo novos dados, você consegue ajustar aquele planejamento inicial para um mais realista.


Nessa fase, o mais importante é captar os dados para ter uma base das finanças no futuro.


Além disso, cabem ainda algumas dicas, como:

● Registre toda entrada e saída da empresa;

● Separe a conta pessoal da empresarial como falamos acima;

● Projete diferentes cenários;

● Coloque uma meta financeira realista.


3 - Como precificar meu produto da forma certa?

Saber precificar bem um produto é determinante para o sucesso de qualquer empresa.


Não basta cobrar somente baseado no preço da concorrência porque cada empresa possui seus custos.


Por exemplo, o valor do aluguel do mercadinho do João pode ser menor que o seu e, portanto, o preço dos produtos do João é menor.


Percebe a questão? Você precisa considerar custos, concorrência, margem de lucro, posicionamento da marca e vários outros fatores na hora de definir seu preço.


Sendo assim, eis um passo a passo simples para você se basear e precificar da maneira certa:

  1. Descubra quanto você gasta para produzir cada unidade do produto;

  2. Defina os gastos variáveis (aqueles que dependem da quantidade de vendas, como a taxa do cartão de crédito) e fixos (aqueles que independem do número de vendas — salário do funcionário é um exemplo);

  3. Determine uma margem de lucro para que seu negócio sobreviva e cresça.

  4. Some essa margem a 100% e multiplique pelo custo do produto.

Por exemplo:

● Você gasta R$15 na produção de uma camiseta;

● Em um mês, seu negócio possui uma despesa de, em média, R$5.000;

● Uma margem de lucro legal para a empresa sobreviver e investir em crescimento seria 50%. Então, seu negócio precisa faturar em torno de R$7.500 por mês.

● Some 50% com 100% (150%) e multiplique a margem pelo valor do produto — R$15*100% = R$22,50.


Claro, também é importante fazer uma pesquisa de mercado para saber até se não é possível conseguir uma margem maior, mas, antes de tudo, não deixe de conhecer o seu preço!


4 - Por que não sobra dinheiro se as vendas vão bem?

A causa dessa dúvida está relacionada, sobretudo, à questão anterior.


Um grande volume de vendas não necessariamente significa algo bom caso seu produto esteja precificado errado, pois não haverá dinheiro suficiente para cobrir os gastos, lucrar e assim sobrar dinheiro no final do mês.


Nesse caso, há duas coisas para se fazer: tentar reduzir o seu custo de operação ou precificar da maneira adequada.


Falando em custos, essa é outra causa comum para esse tipo de problema. Sua empresa vende bem, mas as despesas para manter o negócio aberto são muito altas.


Assim, você precisa enxugar sua operação, cortando gastos e reduzindo contas.


Nesse último caso, aplique as seguintes dicas:

● Negocie com fornecedores;

● Implemente uma política de economia;

● Aumente a produtividade dos seus processos;

● Previna desperdícios;

● Gerencie bem os gastos e estoque.


5 - É melhor aumentar no caixa ou no lucro?

Antes de solucionar essa dúvida, vamos entender o conceito de cada um.


Lucro: ganho a mais em cima de algo. Exemplo: você vendeu uma camisa de R$20 por R$25, portanto, você teve um lucro de R$5.


Caixa: valor disponível imediatamente para empresa.


Agora, é melhor focar em ganhar mais ou ter mais dinheiro disponível?


A resposta para essa pergunta é que depende do momento da empresa.


Para quem acabou de começar uma pequena ou média empresa, o melhor é ter caixa disponível para conseguir se manter.


MEDZO Consultoria Financeira - Como separar os gastos pessoais das finanças da empresa

Portanto, o ideal é que os lucros da empresa sejam conservados em caixa até que o negócio amadureça mais.


Depois, quando a empresa já estiver andando sozinha, você pode — e deve — investir em alternativas para aumentar o lucro.


E, claro, os dois são muito bem-vindos em qualquer momento do negócio — o que você deve analisar é qual dos dois mais traria benefícios para sua empresa no momento.


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