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Finanças para autônomos: 7 dicas essenciais para se organizar melhor


Aprender finanças para autônomos deveria ser um elemento essencial antes de qualquer empreendedor abrir um negócio.


Assim, quem sabe, o índice de empresas que fecham nos primeiros cinco anos de abertura fosse um pouco menor. Contudo, infelizmente, esse não é o caso e milhares de empreendedores abrem seus negócios sem a mínima noção de como fazer a gestão financeira da empresa.


Por isso, trouxemos 7 dicas de finanças para autônomos para te ajudar! Continue lendo esse artigo para conferir!



1 - Separe o dinheiro pessoal do empresarial

A partir do momento que você decide virar um autônomo, passam a existir duas pessoas:

  • Você (empresa) — a pessoa jurídica.

  • Você (colaborador) — a pessoa física.


Ou seja, você precisa separar o dinheiro da empresa do seu pessoal.


Essa é a recomendação nº1 de finanças para autônomos, mas, mesmo assim, é comum encontrar empreendedores que cometem esse erro.


Existem diversos problemas em misturar os capitais, como:

  • Não saber a real situação financeira da empresa;

  • Não ter controle de caixa;

  • Confusão na hora de declarar os impostos;

  • Dificuldade em estipular metas;

  • entre diversos outros.


Portanto, se você ainda não possui contas bancárias separadas, busque criar uma conta PJ urgentemente.

Estipule um pró-labore

Uma boa prática para evitar misturar o capital empresarial e pessoal é estipulando um valor de pró-labore.


Caso você não saiba, pró-labore é como se fosse um salário mensal o qual o empreendedor se paga por cumprir suas funções na empresa.


Sendo assim, você vai estipular um valor fixo mensal para receber e arcar com os seus custos pessoais e o resto fica no caixa da empresa.


2 - Controle as entradas e saídas

É importante registrar todo o fluxo financeiro do seu negócio, pois isso vai te ajudar a controlar as finanças de uma maneira mais eficiente.


Basicamente, as entradas são todos os seus recebimentos e as saídas são todos os gastos — e ter isso registrado permite que, por exemplo, você perceba que as contas não estão fechando e o negócio está dando prejuízo.


Assim, mantenha uma boa planilha, software ou até mesmo faça a moda antiga com o papel e a caneta, mas não deixe de ter o controle das finanças do seu negócio.


3 - Entenda as métricas de finanças para autônomos

É essencial entender para qual caminho a sua empresa está indo, saber se o retorno dos seus investimentos foi bom, perceber o porquê que o faturamento mensal caiu e buscar uma estratégia…


Enfim, uma empresa de verdade precisa de dados para conseguir tomar decisões estratégicas.


Nesse sentido, é bom conhecer alguns indicadores financeiros que podem te ajudar. Confira:


Receita bruta x Receita líquida

Primeiro, vamos entender os conceitos:


  • Receita bruta: valor total da venda de produtos ou serviços em um determinado período.

  • Receita líquida: valor da receita bruta menos impostos destacados na nota fiscal e os descontos comerciais.


Esse dado ajuda o autônomo a saber:

  • Quanto sua empresa está recebendo por mês;

  • Quanto está ficando retido em impostos;

  • Diferença entre a receita entre um mês e outro.

Custo variável x Despesa Fixa

O controle dos custos é um dos fatores mais importantes para definir o sucesso do empreendimento.


Nesse caso, existem dois elementos que você precisa ficar de olho:

  • Custo variável: são despesas que tendem a sofrer mais variação de acordo com o nível de atividade.

  • Despesa fixa: são despesas menos sujeitas a variações conforme o volume de vendas, como o valor da internet, por exemplo.


O ideal é sempre buscar formas de reduzir esses dois custos — principalmente o variável — e manter o controle para saber se a empresa não está pagando para ficar aberta.


Lucratividade

O foco de todo negócio é o lucro — e por isso você deve ficar de olho nessa métrica.


Ela indica o quanto sua empresa ganhou em comparação a quanto recebeu. Por exemplo, você vendeu um produto a R$5.000 em um mês, mas seu lucro líquido foi de R$4.000, portanto, você obteve uma lucratividade de 80% — a cada R$10, o lucro foi de R$8.


A fórmula é a seguinte: Lucratividade (%) = (Lucro líquido / Receita bruta) x 100


Esse cálculo é efetuado mais em empresas maiores, mas também pode ser encaixado em finanças para autônomos, pois contribui para saber se está valendo a pena ou não manter o negócio.


Essas são algumas, mas confira esse artigo para saber mais: Indicadores de desempenho financeiro para pequena e média empresa (KPIs)


4 - Tenha o capital de giro

Nas finanças para autônomos, o capital de giro é valor necessário para o negócio continuar funcionando mesmo em períodos de baixa.


Por exemplo, você trabalha prestando serviços como um designer.


De repente, surge um período de baixa e você tem dificuldade em conseguir clientes durante um mês. Quanto você teria disponível para continuar funcionando?


Esse é um dos recursos mais importantes que um empreendedor pode ter, pois impede a inadimplência empresarial.


Seu cálculo é feito da seguinte forma: Capital de Giro = Ativos Circulantes (o capital que a empresa tem disponível em banco e contas a receber de clientes) - Passivos Circulante (os compromissos financeiros da empresa). Considere o período de 30 dias.


5 - Faça a reserva de emergência da empresa

Essa dica de finanças está diretamente associada à anterior e é primordial.


Vamos imaginar que você tenha uma loja de roupas de pequeno porte e ela é roubada. Levam todas suas mercadorias, computador e até o cabide…


Você teria como repor?


A reserva de emergência serve para esses momentos inesperados, mas que acontecem até com bastante frequência.


Inclusive, você, como autônomo, precisa ter a sua reserva de emergência e a da empresa porque se você sofresse um acidente hoje (Deus o livre) e ficasse incapaz de trabalhar, você teria dinheiro o suficiente para ficar três meses sem tocar no caixa da empresa?


Se a sua resposta for não, comece uma estratégia para construir a sua reserva de emergência e a do seu negócio — em geral, equivale de 3 a 6 vezes o valor de sua despesa fixa mensal.


6 - Invista na empresa

Sempre foque em investir na sua empresa.


Melhore o atendimento, contrate mais pessoas, compre equipamentos mais potentes… esse é o melhor investimento que você pode fazer.


Entenda que você não é apenas um autônomo. Você está construindo um negócio.


7 - Pense no longo prazo

Outro elemento importante das finanças para autônomos é o pensamento no longo prazo.


Não apenas relacionado aos investimentos e dedicação, como também ao seu futuro.


Uma pessoa CLT possui garantia do FGTS e paga a aposentadoria todo mês, mas o empreendedor precisa fazer essa parte sozinho, portanto, procure uma boa aposentadoria privada, bem como contribuir para o FGTS que, com certeza, você vai agradecer mais tarde.


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