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4 passos para controlar o Fluxo de Caixa da sua empresa

Atualizado: Jun 6


Verdade seja dita: a elaboração correta do fluxo de caixa é uma das mais importantes ferramentas de gestão empresarial que o empresário dispõe. Sua projeção errada, tem como principal consequência a falência da empresa. O ciclo do fluxo de caixa deve ser respeitado religiosamente, até porque cada etapa depende uma da outra para garantir o sucesso da operação. E o giro deste ciclo também deverá ser calculado e analisado.

Um fluxo de caixa que gira com maior velocidade indica que a gestão financeira da empresa está sendo realizada de forma eficiente e certamente terá sucesso e sustentabilidade no médio e longo prazo. Os saldos de caixa têm ligação direta com o volume de vendas das empresas, além do controle das compras e gestão dos estoques. Então, só podemos concluir que quando a gestão financeira controla estes ciclos de forma satisfatória, a consequência certamente será o aumento dos lucros da empresa, onde o gestor financeiro manterá os investimentos em caixa em níveis menores.

O Passo a Passo:

1. Recebimentos Quando o empresário vende seu produto ou serviço, o caixa da empresa espera receber por isso. O que entra no caixa é o que dá inicio ao giro da operação do fluxo de caixa. Com ativo novamente em caixa, o empresário poderá dar continuidade a operação da empresa. O que precisa, entretanto, estar atento, é o prazo de recebimento que tem em média. Nesse ponto a maioria se “enrosca”. Isso tudo porque na maioria dos casos não se sabe ao certo quantos dias em média está recebendo pelas suas vendas. O que não pode acontecer sob nenhuma hipótese é que o prazo de recebimento seja maior que o de pagamento aos fornecedores. Aí, a conta não fecha e deverá acarretar problemas no futuro próximo.

2. Gerenciamento das Receitas e Pagamentos das Despesas O que entra em caixa tem que ser programado de forma correta. Os pagamentos a seguir deverão ser realizados com o dinheiro em caixa. E é muito importante que os pagamentos não sejam apenas realizados, mas programados. Eu explico: quando programamos o fluxo de caixa, programamos as datas das entradas – ou possíveis datas – e programamos os pagamentos para as datas que teremos dinheiro em caixa. Um exemplo: Os primeiros dias do mês são em sua maioria utilizados para pagamento de funcionários. Então é melhor projetar os recebimentos para essas datas. Assim, os pagamentos não serão comprometidos e o empreendedor não precisará recorrer a empréstimos rápidos ou limites bancários para realizar seus pagamentos em dia. Além de não atrasar os pagamentos, ficará “imune” a juros de encargos de operações financeiras;

3. Financiamentos O empresário deverá sempre contar com financiamentos para aumentar ou apenas manter sua operação. Sem dúvida, é necessário que utilize de recursos de terceiros para ganhar novas dimensões em seu empreendimento. Compra de ativos, investimentos na empresa, geralmente são concedidos através de bancos, programas de fomentação econômica e subsídios governamentais para melhorar os resultados das empresas no mercado e consequentemente melhorar a economia. O que precisa ser avaliado com cautela são os juros e encargos dessas operações e se realmente valem a pena. Esses investimentos devem ser acompanhados com muita cautela e é extremamente necessário o controle total dos pagamentos desses tipos de investimentos;

4. Controle de estoque Com os pagamentos conciliados com as receitas, o próximo passo é o controle dos estoques – em empresas que fabricam ou transformar matéria prima em um produto -. Controlar o estoque não é apenas não deixar faltar matéria-prima. Isso é simples. O que não podemos permitir são estoques excedentes, ou seja, matéria-prima desnecessária a operação imediata. Estoque parado é dinheiro parado. E o caixa precisa desse dinheiro para fazer o ciclo girar rápido. Aqui é determinada a velocidade do giro do fluxo de caixa. O estoque precisa voltar ao caixa em forma de dinheiro. E para tal é necessário vender o estoque através dos produtos fabricados. Então as vendas servem para “limpar” os estoques e devolver os ativos em caixa. Assim, poderemos voltar a investir, realizar pagamentos e garantir a sustentabilidade do giro do fluxo de caixa, dos lucros da empresa e consequentemente, da sustentabilidade do negócio no mercado.


Post escrito por Juliana Agustineli

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA E OU ELETRÔNICAS

ARANTES, Nélio. SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 1998.

ASSAF NETO, Alexandre. SILVA, César. ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 1997.

BRAGA, Roberto. FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA. São Paulo: Atlas, 1992.

MARION, José Carlos. CONTABILIDADE EMPRESARIAL. 6ª Ed. São Paulo: 1997.


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